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30 de novembro de 2010
Vol. 1 - Número 3
Revista Científica da SBOT-RS
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Artroscopia e Osteotomia Extensora do Primeiro Metacarpo para Tratamento de Artrose Carpometacarpeana nos Estágios Iniciais. Ricardo Kaempf de Oliveira, Rafael Pegas Praetzel, Leohnard Roger Bayer, João Caron La Salvia. Os autores apresentam uma técnica para o tratamento das fases inicias de rizartrose com a realização de artroscopia (sinovectomia e retensionamento ligamentar térmico) e posterior osteotomia extensora do primeiro metacarpo, para os pacientes com dor persistente e limitação funcional após falha no tratamento conservador um período mínimo de seis meses. Esse é um procedimento seguro e eficaz na solução e no controle das queixas dos pacientes. Necessita um acompanhamento á longo prazo para determinar se a melhora é definitiva e se o procedimento evita a progressão do processo degenerativo articular. Como desvantagem para o procedimento, se destaca a necessidade de material artroscópico de alto custo e a curva de aprendizado para a realização de artroscopia de pequena articulação.
Ressecção Distal da Clavícula - Via Aberta ou Artroscópica? Paulo César Faiad Piluski, Osvandré Lech, Marcio Alberto de Lima Cavalcanti, André Ricardo Vargas Natuz, Leandro de Freitas Spinelli. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi comparar os resultados das técnicas artroscópica (grupo I) e aberta (grupo II) para ressecção distal da clavícula em pacientes com artrose acromioclavicular e osteólise distal da clavicula. Métodos: Foram avaliados 50 pacientes, divididos em dois grupos homogeneos, com 25 pacientes para cada grupo. O grupo I foi formado por sete pacientes do sexo masculino e 18 do feminino, com uma média de idade de 53 anos, tendo o paciente mais jovem 33 anos e o mais idoso 79 anos. Foram 16 ombros dominantes operados. O grupo II foi formado por 07 pacientes do sexo masculino e 18 do feminino, com média de idade de 53 anos, o mais jovem com 37 anos e o mais idoso com 74 anos; sendo 15 ombros dominantes operados. O tempo médio de seguimento para o grupo I foi de 34 meses, com mínimo de 25 e máximo de 50 meses, e o seguimento médio do grupo II foi de 58 meses, com tempo mínimo de 23 e máximo de 112 meses. Os pacientes foram avaliados pelos escores de UCLA e Constant. Resultados: No grupo I, a média do escore da UCLA foi de 31,9 pontos, com 88% de excelentes e bons resultados. No grupo II, o escore da UCLA foi de 33,3 pontos, com 96% de excelentes e bons resultados. A escala de Constant também apresentou resultados semelhantes. No grupo I, o escore médio foi de 60,3 e no grupo II, de 62,1 pontos. Quando realizado a análise estatística pelo método de Wilcoxon comparando-se os resultados entre os grupos I e II encontrou-se um p<0,05; havendo baixa significância estatística. Conclusões: Ambas as técnicas apresentam bons resultados, com alto grau de satisfação dos pacientes.
Anastomose Entre os Nervos Mediano e Ulnar no Antebraço: Anatomia e Relevância Clínica. Gustavo Nora Calcagnotto, Pedro Guarise da Silva, Henrique Rasia Bosi, Marina Bertoni Guerra, Rodrigo Paese Capra, Miguel Cerutti Franciscatto. A anastomose de Martin-Gruber (AMG) é uma conexão neural entre o nervo mediano e o nervo ulnar na parte proximal do antebraço, inervando principalmente o primeiro músculo interósseo dorsal e os músculos intrínsecos da mão. Podendo conter tanto fibras motoras como sensitivas. Embora essa anastomose seja assintomática, na maioria da população é uma variação muito comum. O conhecimento da sua existência é importante, uma vez que, a sua presença em patologias como a lesão do nervo ulnar e a Síndrome do Túnel do Carpo, pode dificultar o diagnóstico e piorar o prognóstico do paciente. Os métodos para o diagnóstico da AMG variam entre estudos eletrofisiológicos e anatômicos.
Avaliação de dados epidemiológicos de 103 acientes com tumor ósseo submetido a tratamento cirúrgico com Endoprótese Não Convencional no Hospital São Lucas da PUCRS. Álvaro André Rodrigues, Fernando Lang Bender, Jonatas Sanchez Fernandez, Carlos Daniel Garcia Bolze, Osvaldo André Serafini. Introdução: O avanço no tratamento das neoplasias musculoesqueléticas melhorou a sobrevida dos pacientes e conseqüentemente aumentou o aparecimento de metástases ósseas com necessidade de manejo ortopédico cirúrgico para preservação dos membros e melhoria da qualidade de vida. A Endoprótese Não Convencional (ENC) é uma técnica de grande utilização na atualidade. Objetivo: Nosso objetivo é avaliar os resultados epidemiológicos dos pacientes com tumores ósseos submetidos ao tratamento com ENC no Hospital São Lucas da PUCRS (HSL). Métodos: Foi realizada avaliação retrospectiva dos prontuários dos pacientes no período de Janeiro de 1994 a Julho de 2010. Foram encontrados 103 casos de tumores e metástases ósseas que receberam ENC como reconstrução primária. Resultados: A idade media dos pacientes foi de 32 anos, sendo 59 homens e 44 mulheres. Encontramos 38 pacientes com Osteossarcoma (39,1%), seis com Sarcoma Ewing, 20 com Condrossarcoma, 4 com Tumor de Células Gigantes, 30 Metástases Ósseas e 5 com outros diagnósticos. Seis casos foram localizados no Úmero proximal, 38 no Fêmur proximal, 31 Fêmur distal e 28 na Tíbia proximal. Quanto às complicações, observamos 11 casos de Infecção (10,6%), sendo 8 amputados e 3 curados, 8 pacientes (7,8%) apresentaram recidiva local, destes 6 foram amputados e 2 tiveram nova ressecção local, 4 pacientes tiveram lesão nervosa (3,8%), sendo 2 neuropraxias e 2 neurotmese, 2 pacientes tiveram lesão vascular (1,8%) e foram tratados com by-pass femoral. Afrouxamento com ou sem fratura foi observado em 10 pacientes (9,7%) e houve 4 casos de Luxação (3,8%). Conclusão: A reconstrução com ENC pós-ressecção de tumores ósseos é uma alternativa efetiva nas cirurgias de salvação de membros, permitindo uma melhor qualidade de vida com preservação da função e satisfação dos pacientes.
Associação da Fratura de Bennet e da Fratura do Trapézio: Relato de Dois Casos. Ricardo Kaempf de Oliveira1, Paulo Henrique Ruschel, Cristian Stein Borges, Marco Tonding Ferreira, Mário Arthur Rockenback Binz. As fraturas da porção proximal do primeiro metacarpo, como a fratura de Bennett, são freqüentes, por isso são bem descritas pela literatura. Por outro lado, as fraturas do trapézio ocorrem em somente 3,5 à 5% das fraturas do carpo. Por ser o trauma axial com o polegar em extensão o mecanismo causador das fraturas da base do primeiro metacarpo e também do trapézio, é de se esperar que conforme a severidade do trauma pode haver a associação destas fraturas. Esta força axial pode estender-se ao escafóide e ao processo estilóide do rádio. A associação de fratura de Bennett e de trapézio foi primeiro descrito por Kindl, em 1910. Após isso pouca atenção foi dada a esta patologia, tanto que em 1992 Radford descreveu um caso se referindo como o primeiro já relatado. Porém foi desmentido por McGuilanque, relatando que apesar da raridade existem quase dez casos descritos. A maior série reportada até agora foi de Garcia-Ellias,(1993) que relatou três casos enfatizando a necessidade da redução anatômica para a obtenção de bons resultados. A associação das fraturas Bennett e de trapézio deslocadas podem evoluir para um resultado ruim, com dor e perda da mobilidade do polegar, se não forem tratadas com redução e fixação interna. Esta fixação pode ser realizada com fios de Kirschner ou, mais recentemente, como no caso relatado, com parafusos de mini-fragmentos, conforme descrito por Crawford. Descrevemos o tratamento e a evolução clínica de dois pacientes tratados com a associação de fratura de Bennett e do trapézio, sendo o primeiro fixado com mini-parafusos e o segundo com fios de Kirschner. Salientamos que com a redução anatômica e a sua rígida manutenção é possível haver uma mobilidade precoce, podendo ser esperado um ótimo resultado funcional.
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